29/01/2009

Jorge Bacelar _livros e artigos.pdf

Livros Labcom



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Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação

Apontamentos sobre a história e desenvolvimento da impressão
[ PDF 29 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Designarcisismo
[ PDF 21 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Elegia ao papel
[ PDF 13 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Linguagem da visão
[ PDF 85 KB ] - Jorge Bacelar, 1998

Notas sobre a mais velha arte do mundo
[ PDF 35 KB ] - Jorge Bacelar, 2002

O círculo (quase) fechado
[ PDF 14 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

17/01/2009

Henrique Cayatte

Que designers queremos ser?
2007-04-18

Henrique Cayatte é um dos mais conhecidos e premiados designers portugueses, tendo ganho, no ano passado o Prémio Carreira, atribuído pelo Centro Português de Design. Sendo um dos mais criativos na sua área, Henrique Cayatte foi também responsável pelo primeiro projecto gráfico do diário Público. Um projecto arrojado e que mudou completamente a maneira de apresentar um diário aos seus leitores. Mas o seu percurso é bem mais vasto, como demonstra os cargos que tem desempenhado, casos de comissário e autor do design global para a exposição Uberdade e Cidadania - 100 Anos Portugueses, coordenador do curso de pós-graduaçâo em Design urbano da Faculdade de Belas Artes da universidade de Lisboa e do Centro Português dê Design. e designer da revista EGOÍSTA.

Em entrevista ao Ensino Magazine, aquele responsável que estará presente no 3º Fórum da Imagem da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, fala da sua experiência, da evolução do design em Portugal e da relação com os responsáveis editoriais da imprensa escrita.
Desde há muitos anos que a noção de design gráfico foi substituída pela de design de comunicação, concorda com a ideia?

Concordo. O design de comunicação passou a integrar o gráfico. A evolução da profissão, das mentalidades e da tecnologia originou esta mutação. O design de comunicação inclui todas as variáveis do design gráfico embora a inversa não seja verdadeira.

O design de comunicação, hoje, recorre imagens fixas e animadas, de duas e três dimensões, som, texto e lettering, montagem sequencial de imagens, composição, cor e forma. Como vemos, um âmbito bastante mais lato que a área de operação do design exclusivamente gráfico. [Ler mais...] > tipografia em portugal_entrevistas

Entrevista retirada da Ensino Magazine Online
fonte: UBI :: Design Multimédia

15/01/2009

Andrew Howard

Andrew Howard é designer gráfico, curador e crítico de design. Vive e trabalha em Portugal desde 1989, onde tem desenvolvido uma colaboração intensa com diversas instituições culturais, entre as quais a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves e o Centro Português de Fotografia, e mantido uma colaboração permanente com a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. O pretexto para esta entrevista é a aproximação do fim da última temporada dos Personal Views um ciclo de conferências sobre design gráfico iniciado em 2003 e que trouxe a Portugal alguns dos mais importantes designers da actualidade. Ao longo da entrevista, Andrew Howard expõe os seus pontos de vista sobre a teoria, a prática e o ensino do design.

Por José Manuel Bártolo


P: É designer gráfico, crítico, curador e professor de design. A ordem é esta?

R: Eu preferiria evitar identificá-las como se escrevesse uma lista que automaticamente envolve colocá-las por uma determinada ordem. Gosto de considerar todas essas facetas, movendo-me constantemente entre elas. Também não usaria o termo “crítico”, prefiro usar a palavra “escritor” mesmo que não escreva tanto quanto gostaria. [Ler mais...] > tipografia em portugal_entrevistas


Links

www.studioandrewhoward.com

www.esad.pt/personalviews

http://www.studioandrewhoward.com/idioms/publications.php?cat=3


fonte: artecapital.net

11/01/2009

The Graphic Design of Peter Saville

"Saville's method, then as now, lies in fixing on a style or look slightly ahead of popular taste. He achieves the sort of ambiguity and complexity of resonance more usually associated with art," writes Rick Poynor in his essay.




The legendary cover of the New Order single Blue Monday (1983) and the sleeve of the Joy Division album Unknown Pleasures (1979), were to bring the Manchester graphic designer Peter Saville worldwide renown. Using a reduced, Modernist style Peter Saville has made key innovations in the field of visual communications, and in recent times he has had a profound effect on the interplay between art, design and advertising.

Born in Manchester in 1955, Saville was brought up in the affluent suburb of Hale. Having been introduced to graphic design with his friend Malcolm Garrett by Peter Hancock, their sixth form art teacher, Saville decided to study graphics at Manchester Polytechnic from 1974 to 1978. At the time Saville was obsessed by bands like Kraftwerk and Roxy Music, but Garrett encouraged him to discover the work of early modern movement typographers such as Herbert Bayer and Jan Tschichold. He found their elegantly ordered aesthetic more appealing than the anarchic style of punk graphics. Tschichold was the inspiration for Saville’s first commercial project, the 1978 launch poster for The Factory, a club night run by a local TV journalist Tony Wilson whom he had met at a Patti Smith gig. Having long admired the ‘found’ motorway sign on the cover of Kraftwerk’s Autobahn, the first album he bought for himself, Saville based the Factory poster on a found object of his own – an industrial warning sign he had stolen from a door at college. [Ler mais...]

10/01/2009

Classificação estilística:

na senda de um paradigma tipográfico

Jorge dos Reis

Os classificadores de coisas, que são aqueles homens de ciência cuja ciência é só classificar, ignoram, em geral, que o classificável é infinito e portanto se não pode classificar.
FERNANDO PESSOA

Iniciada em 1989 e concluída em 1997, a série de oito episódios realizada por Jean-Luc Godard e baptizada de “Histoire(s) du Cinéma” é uma gigantesca obra tipográfica. Recentemente passada a livro, como se de uma banda desenhada se tratasse, não choca a sua desmultiplicação de suportes e formas de recepção. Faz todo o sentido perante a natureza híbrida de um dos objectos mais insólitos da produção de imagens e sons, nos últimos anos. Durante todo o filme, em sobreposição à imagem, surgem grandes letras sem patilha e grandes frases em tipos só representados pelo seu contorno branco, contando a sua história do cinema. Proclamando a morte do cinema, Godard reinventa-o de uma maneira tipográfica, utilizando um tipo de letra escolhido para traduzir ideias e relacionar o texto com a imagem. O cineasta teve que se debruçar sobre a tipografia e caminhar em direcção à compartimentação estilística das letras, como quem reconhece uma paisagem, uma pintura ou uma peça de arquitectura. Com a enorme quantidade e variedade de tipos de letra que surgem na paisagem urbana e que nós próprios temos ao alcance através de computador, é conveniente saber classificar.

Em 1998, no Netherlands Institute, a propósito do dia mundial do design gráfico, Bruce Mau, um designer de topo da época contemporânea, realiza uma comunicação denominada: um manifesto incompleto para o crescimento. Dela retirei alguns apontamentos, mas são as suas palavras que continuam a ressoar dentro da minha mente, desde esse dia. Mau traça um conjunto de interpelações, das quais daria um exemplo. Uma delas, denominada, studio / estuda. o autor afirma que “um estúdio é um lugar para estudar” e pede ao designer (designers) que utilize “as necessidades da produção como um pretexto para estudar” e assim “toda a gente sairá beneficiada”. O paralelo traçado entre a palavra estúdio e estudar é sintomática, não só linguística, apelando aos designers para desenvolverem metodologias próprias, assentes num compromisso entre a prática e a investigação.
Aos designers, cada vez mais mediadores da sociedade e seus reflexos visuais, é pedida uma atitude de divulgação para fazer com que o mundo da tipografia deixe de ser interdito e possa levar o secretismo das letras ao conhecimento de todos.

Desta forma, é fundamental, francamente importante, conhecer a categorização das fontes tipográficas e converter a tipografia num laboratório de análise. O primeiro passo é distinguir a diferença entre o romano ou redondo e o itálico. Esta é realmente a primeira divisão. O itálico, um estilo inclinado para a direita que o veneziano Aldo Manutio inventou, funciona como a segunda metade de uma fonte e ocupa um lugar importante na funcionalidade tipográfica dos caracteres. O romano, ou redondo, é a anatomia tipográfica mais habitual, mas que num texto corrente não pode existir sem ser complementada com o seu respectivo itálico, sempre tão necessário. [Ler mais...]




Notas

[1] WALTER, Tracy | Letters of Credit, A View on Type design; Boston; Godine; 1986. p. 19.
[2] RIBEIRO, Milton | Planejamento Visual Gráfico; Brasília; Linha Gráfica e Editora; 1993. p. 58.
[3] MCLEAN, Ruari | The Thames and Hudson, Manual of Typography; London; Thames and Hudson; 1992. p. 59.
[4] Ver a este propósito o catálogo da fundição Nebiolo de Turim: Campionario Caratteri e Fregi Tipografici, Fileti, Segni, Numeri; 1939; Torino; Società Nebiolo;
[5] A.A.V.V. | Scienza Tecnologia e Arte Della Stampa Grafica; Volume 1; Torino; Antonio Ghiorzo Editore.
[6] A.A.V.V. | Cit. [5]. p. 1029.
[7] Catálogo de Tipos Símbolos e Vinhetas; Lisboa; Imprensa Nacional Casa da Moeda; 1978. p. 5.


fonte: Revista Convergência